Você tem medo de cair da bicicleta?

abr 26, 2022 | Para inspirar

O que mais escuto dos meus clientes é: “Tenho medo de errar na escolha dos quadros!” e se não combinar?

Esse medo de errar ronda você, eu e quase todos que nos rodeiam. Não nos permitimos errar.

Claro que não queremos essa sensação e fugimos dela como o diabo da cruz, mas será que fugir demais de uma “possível chance de não dar certo” não nos priva de inúmeras realizações, aprendizados e histórias para contar?

Eu pensei que era medrosa até conhecer a família do Léo (meu esposo, para quem é novo aqui)! A possibilidade de fracassar em algo fazia o Léo tremer, sério. E eu falava pra ele: “Mas o que tanto tu tem medo, já pensasse que se o pior acontecer, nem é tão ruim assim?”

Hora da história

Portanto, vou contar uma história bobinha que ilustra bem esse sentimento, que às vezes é incontrolável.

O Léo estava arrumando algo em nosso telhado e as crianças estavam andando de bicicleta na rua. A Lívia, minha filha, estava há poucos dias andando sem rodinha na bicicleta, então ela se desequilibrava, parava, voltava. Eu estava de olho, mas não estava preocupada com isso e o Léo lá de cima, me chamou, super bravo (foi a única vez que vi ele alterado) dizendo que ele estava ocupado e que eu tinha que estar ali do lado dela.

Eu perguntei o que ele queria que eu fizesse, ficasse correndo com ela ao lado da bicicleta?

Não deixasse ela tentar?

Ela não podia cair?

Eu realmente estava questionando porque ele estava tão bravo.

E ele me disse: claro que ela não pode cair, vai doer, vai machucar, é isso que tu quer?

É claro que eu não queria que ela caísse, eu queria que ela aprendesse a andar de bicicleta sem rodinhas, que aprendesse a dar a volta sozinha, que aprendesse a frear, a se equilibrar e para isso ela teria que tentar. Tentativa e erro. Esforço. Repetição. Superação. Cair e se levantar. Porque a sensação de conseguir sempre supera e sempre superará a sensação de não tentar.

A gente conversou muito sobre isso depois, eu sempre analiso o pior cenário caso tudo dê errado e se eu conseguiria superar, e é incrível que quase sempre a gente se dá conta, que dá conta! O medo é um alerta, é uma pausa, é uma análise, ele não pode paralisar sua vida.

Não tenha medo de errar na escolha dos seus quadros!

Mas isso também serve para a vida, não faça isso com você, com seus filhos e com sua casa!

E voltando para o assunto principal desse post, hihihi, quando for decorar sua casa, eu sugiro que faça uma autoanálise para entender o que ama, que mensagem quer transmitir e que objetos usar para transmitir o que você deseja. Neste momento, é hora de pensar também no que não se quer ter em casa de jeito nenhum.

Abraçar o imperfeito.

Desconfiar de tendências e modas.

Priorizar o que é atemporal.

Treinar seu olhar com exposições de arte, artesanato, museus, prints de ambientes que você se identifica, referências, referências e mais referências…

Não se prender a um estilo. Ninguém é 100% minimalista, todo moderno ou todo hippie! O contraste sempre será a chave da beleza e misturar estilos é um caminho ótimo para uma decoração mais livre e cheia de personalidade.

Seja livre para escolher o que seu coração mandar!

A casa é sua! 

Não permita que o medo de errar na escolha dos quadros, de não agradar os outros, de não criar impacto, te tire o privilégio de decorar sua casa e permitir que inúmeras memórias afetivas se criem através do tempo e se eternize através dos objetos que te cercaram enquanto sua história estava sendo escrita!

Nem todos têm o privilégio de construir o que você está construindo.

Sinta-se abençoado e abrace com carinho essa etapa que pode ser tão prazeirosa. Só depende de você se livrar do medo e curtir com mais leveza essa experiência.

E se você fizer algo que julgue estar errado, (como disse, não queremos, mas pode acontecer) não será irreversível! O mundo não acaba! Não se cobre tanto. Tente não levar tudo tão a sério.

Escrevo isso, me incluindo!

E exercitando isso todos os dias.

Porque eu quero escrever minha história baseada em experiências, vivências e relações.

E quero saber de você, como você quer escrever sua história?

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